Iniciar os aportes na casa dos 20 anos visando uma aposentadoria tranquila aos 60 requer um bom planejamento e disciplina. Além disso, quanto mais cedo se fizer o investimento, maior a flexibilidade do jovem poupador de correr riscos. “Com as quedas nas taxas de juros, o cliente que deseja rentabilizar as reservas terá de arriscar mais. Para que isso ocorra, é preciso uma abordagem construtiva do seu perfil, suas finalidades, seu horizonte de investimento e sua capacidade de correr riscos, diz Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência.
O professor de finanças da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), José Roberto Savóia, diz que a postergação do acúmulo de recursos dos 20 para os 30 anos significa, na prática, que os investimentos mensais terão de aumentar em torno de 50% ou 60%. “Quanto mais cedo começar o acúmulo de recursos, melhor, e esse é um fator preponderante que exigirá um esforço maior ou menor de quem pretende investir em previdência complementar”, diz.
Algumas projeções ajudam a explicar a importância de se preocupar com assuntos como longevidade e aposentadoria. Um jovem que invista R$ 500 ao mês por 480 meses poderá acumular de R$ 409 mil a R$ 515 mil, dependendo das taxas de rentabilidade. Para alcançar os mesmos valores, uma pessoa de 30 anos, aplicando 360 meses, precisará aumentar seus aportes para R$ 767 ao mês. Para quem começar aos 40 anos – prazo de investimento de 240 meses – os aportes podem chegar a quase R$ 1,5 mil.
Um bom planejamento é essencial e algumas variáveis devem ser levadas em conta. Os efeitos fiscais são diferentes para as modalidades existentes – PGBL e VGBL. Dois fatores importantes: a renda bruta anual do investidor e quanto dessa renda será destinada a um plano de previdência privada. “É preciso ficar atento também às taxas cobradas, de carregamento e de administração, aos produtos contratados e pesquisar as condições que o cliente encontrará na instituição contratada”, diz Savóia.
É preciso ter em mente que os planos de previdência são voltados para diversos perfis de investidor. Os mais conservadores podem optar por um plano que invista 100% dos recursos em títulos de renda fixa, enquanto os mais arrojados podem mirar em um plano que aplique boa fatia dos recursos em renda variável. (Felipe Datt - Valor Econômico)
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