Aos sete anos de atividade, a OABPrev-SP alcançou a
marca histórica de 30 mil participantes, consolidando-se como o maior fundo de
previdência instituído por entidade de classe do Brasil. No fim de maio de 2013,
o número exato de participantes ativos do plano previdenciário da advocacia era
de 30.087 e o patrimônio acumulado ultrapassava os R$ 240 milhões. Compõem a
OABPrev-SP como instituidoras as Seções da OAB e as Caixas de Assistência de
Advogados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do
Norte, São Paulo e Sergipe. Mesmo com esses números, os dirigentes da OABPrev-SP
deflagraram uma ação estratégica visando a um novo salto quantitativo.“Cumprimos
as metas estabelecidas até aqui, sempre seguindo a finalidade institucional de
dar proteção previdenciária ao maior número possível de advogados e familiares.
Mas temos ainda muito por fazer”, afirma o presidente da entidade, Luís Ricardo
Marcondes Martins. “Vínhamos crescendo a uma média mensal de 350/400 novas
adesões. A partir de agora, nossa meta são 550 novos participantes a cada mês”,
anuncia Luís Ricardo.
Instituídos são fundamentais
Historicamente,
o Brasil não apresentou condições favoráveis à formação de cultura
previdenciária, entre outras razões pelo baixo nível salarial médio do
trabalhador. Na realidade atual do país, os fundos de previdência instituídos
podem contribuir para reverter esse quadro, na opinião do superintendente-geral
da Abrapp, Devanir Silva. “Os fundos instituídos permitem aumentar o nível de
cobertura previdenciária”, diz o dirigente, citando o OABPrev-SP como exemplo
nessa área. O avanço dos fundos instituídos é uma necessidade social, segundo
Devanir Silva, e precisa ser acelerado – dos cerca de 5 mil sindicatos e
entidades de classe em atividade no Brasil, apenas 440 dispõem de plano
previdenciário próprio para seu público. “É um desafio de todos nós (o
crescimento dos fundos instituídos). Temos de aprofundar o nível de educação
previdenciária. O enriquecimento atual dos brasileiros está indo muito para o
consumo e pouco para a poupança”, constata Devanir Silva. Os próprios fundos
instituídos devem ter capacidade de investir em atividades de marketing,
defende, mas a questão ainda esbarra em limitações legais. “O leque de produtos
também pode ser ampliado, com a criação de planos de capitalização voltados para
a saúde, por exemplo”, sugere. Outro fator a alavancar o setor seria a concessão
de “um tratamento tributário mais vantajoso para o participante”. (Diário dos
Fundos de Pensão)
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