Setor urbano registra terceiro superávit em
abril
Resutaldo agregado (urbano e rural) soma déficit de
R$ 6,2 bilhões
Em abril de 2013, o setor urbano registrou o
terceiro superávit urbano do ano: R$ 743,2 milhões. O resultado é 285,5% maior
que o registrado no mesmo mês do ano passado. A arrecadação foi de R$ 24,7
bilhões – crescimento de 8,8% em relação a abril de 2012. O repasse para
compensar a desoneração das folhas de pagamento de alguns setores da economia
foi de R$ 1,9 bilhão. Já a despesa com o pagamento de benefícios urbanos ficou
em R$ 24 bilhões – crescimento de 6,5% em relação a abril de 2012. O aumento da
despesa ocorreu, principalmente, por causa do pagamento de R$ 2,3 bilhões em
precatórios e sentenças judiciais. Além disso, há impacto da Compensação
Previdenciária (Comprev) entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os
regimes próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e
municípios.
Os números são do fluxo de caixa do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), com informações de arrecadação e despesa com
benefícios. O resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é
apresentado considerando as duas clientelas da Previdência: urbana (empregados,
domésticos, contribuintes individuais, facultativos) e rural (empregados rurais,
trabalhadores rurais que produzem em regime de economia familiar, pescador
artesanal e índio que exerce atividade rural). O secretário de Políticas de
Previdência Social, Leonardo Rolim, apresentou os dados à imprensa na manhã
desta quinta-feira (6), em Brasília (DF).
Excluindo-se os gastos com passivo judicial, a Comprev e as revisões administrativas de benefícios, o resultado do setor urbano seria um superávit de R$ 3,2 bilhões.
Rural – A arrecadação no setor rural, em abril, foi
de R$ 532,5 milhões – caiu 11,4% em relação a abril de 2012. Se comparada a
março deste ano, houve crescimento de 9,5%.
A despesa com o pagamento
de benefícios rurais foi de R$ 7,5 bilhões – crescimento de 14,9% se comparado a
abril de 2012.
A diferença entre arrecadação e despesa gerou
necessidade de financiamento para o setor rural de R$ 6,9 bilhões – 17,6% mais
que no mesmo mês do ano passado.
Agregado –
Considerando-se as duas clientelas (urbano e rural), o resultado de abril de
2013 ficou negativo em R$ 6,2 bilhões – diferença entre arrecadação de R$ 25,3
bilhões e despesa de R$ 31,4 bilhões. A necessidade de financiamento é 8,5%
maior que a registrada em abril de 2012. Entre as razões para o crescimento da
despesa, está o pagamento de precatórios e sentenças judiciais: R$ 3
bilhões.
No resultado agregado, excluindo-se os gastos com o
passivo judicial, a Comprev e as revisões administrativas de benefícios, abril
fecharia com necessidade de financiamento de R$ 3 bilhões.
No acumulado
dos últimos 12 meses, a necessidade de financiamento está em R$ 48 bilhões –
resultado de arrecadação de R$ 294,4 bilhões e despesas com benefícios de R$
342,4 bilhões.
Benefícios – Em abril de 2013, a Previdência Social
pagou 30,364 milhões de benefícios, sendo 26,298 milhões previdenciários e
acidentários e, os demais, assistenciais. Houve elevação de 3,7% em comparação
com o mesmo mês do ano passado. As aposentadorias somaram 16,9 milhões de
benefícios.
Valor médio real – O valor médio dos benefícios
pagos pela Previdência, entre janeiro e abril de 2013, foi de R$ 907,00 -
crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2006.
A maior parte
dos benefícios (69,7%) – incluídos os assistenciais – pagos em abril de 2013
tinham valor de até um salário mínimo, contingente de 21,2 milhões de
benefícios. . (Renata Brumano - Ascom/MPS)
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